Apesar de soar como um E! True Hollywood Story em alguns momentos, o documentário-show consegue mostrar como Katy Perry chegou ao estrelato e, a partir daí, o que ela realmente fez pra se manter lá em cima, tudo de forma bem legítima na maioria do filme. Dá pra dizer sim que ela é uma batalhadora, pois ela realmente não foi uma overnight sensation - início cristão, shows em boates de LA, (A) Katy Perry, briga com a Def Jam, Columbia, início na Capitol: está tudo aqui. e é interessante como fizeram do casamento dela o pano dramático da história, em quase um formato de countdown, como se uma bomba (leia-se divórcio) fosse explodir a qualquer momento. e essa bomba acaba conseguindo chegar ao espectador de maneira bem impactante, com cenas de chororô de verdade da cantora. As performances na California Dreams Tour são muito bem filmadas, e editadas também - tanto as cenas quanto a voz dela: não houve desafinações. Mas em contraste com a provável alteração da voz dela nos shows, deixaram tudo limpo em trechos de performances no início da carreira e num live especial de Hey Jude. Enfim, acho que vale a pena ver o filme. Quem é fã, vai sair de lá ainda mais fã dela; quem não é, talvez tira uma mensagem boa daqui: força de vontade é tudo nessa vida. nota: 8/10.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge/ The Dark Knight Rises
"The Dark Knight Rises" é um show do começo ao fim. Não poderia haver uma forma mais épica e bem feita de Christopher Nolan encerrar sua trilogia. Não adianta ficar explicando a sinopse do filme, porque é tudo tão maior e tão inesperado em algumas vezes que isso acaba sendo indiferente - apenas vá e assista o filme (de preferência, assista os dois antecessores, 'Rises' é realmente uma continuação de ambos).
Numa direção que leva o espectador a um feeling alucinado dentro do cinema (o IMAX realça ainda mais isso - as cenas de luta são realmente alucinantes, dão um show de realidade dentro do cinema, junto com o som forte do filme e a trilha sonora não há 3D ou 4D que torne a experiência de ver um filme no cinema mais agradável que isso), Nolan consegue, ao mesmo tempo, captar as emoções de todos os seus personagens: de Tom Hardy, com aquela máscara/sei lá o que, a Juno Temple, que tem uma participação realmente curta. Ele consegue deixar todos e tudo de modo impecável mais uma vez, é simplesmente incrível. E tudo funciona a favor da câmera dele.
O roteiro excepcional consegue ligar todos os arcos da história. Talvez a entrada de Selina Kyle, John Blake e Miranda Tate pudesse ter deixado a história desse longa um pouco confusa ou algo assim, mas, felizmente, o efeito é contrário: eles e outros personagens servem para solucionar (ou atrapalhar de maneira genial) de vez os problemas de Gotham, e de maneira inesperadas em diversas vezes. Tudo que vimos em 'Begins' e 'Dark Knight' (é tudo mesmo) está solucionado aqui. O elenco é demais, sem dúvidas, mas entre toda a ação do filme, quem se destaca realmente é Michael Caine (duas cenas outstanding para ele), e ele merece ganhar todo o tipo de prêmio por sua atuação aqui, um mordomo mais fiel que Alfred ainda está para surgir. E em meio a essa atuação fantástica de Caine, há Anne Hathaway destruindo Michelle Pfeiffer e Halle Berry, numa Catwoman sensual, astuta ao extremo e surpreendente em todo momento (spoiler pequenininho: a cena inicial dela como empregada na mansão Wayne e com o colar da mãe do Bruce é apenas o começo do showcase de Hathaway).
Os efeitos visuais são outro espetáculo a parte, a equipe de Nolan consegue deixar eles tão reais como nunca se viu em outro filme. E essa versão ainda mais legal do Batpod? E o "The Bat"? É muito meio de transporte fantástico pra um filme só, senhor! A fotografia de Wally Pfister acompanha todos as explosões na cidade (nas pontes, pra ser mais específico) e todas as performances do elenco de maneira sincronizadíssima com Nolan (o dupla pra dar certo...), e fica tudo ainda mais bonito e grandioso de se ver.
A trilha sonora também merece ser comentada: como eu disse ali em cima sobre o IMAX, ela entoa o filme como deve ser exatamente feito: em tom grandioso, de urgência, de mobilização dos heróis de Gotham. E o som do filme (muito bem editado) não a atrapalhe de nenhuma maneira, pois ambos funcionam junto, construindo uma expectativa surreal no espectador. Enfim, tem muita coisa pra ser dita sobre "The Dark Knight Rises", mas também não quero escrever uma bíblia, rs. Mas é, facilmente, o melhor filme do ano até agora, e pra mim, ele deve ser visto junto com "Begins" e "Dark Knight" como uma jornada do Batman completa, sem distinções. Nota: 10/10
SPOILER GIGANTE QUE PRECISO COMENTAR:
COMO ASSIM A MIRANDA É DA LIGA DAS SOMBRAS???? COMO ASSIM AQUELA CRIANÇA ERA UMA MENINA????? MEU DEUS, QUE GENIAL!!!!!!!!!!!!!!!! E O JOHN É O ROBIN, SOCORROOOOOOOOOOOOOO! E NO FINAL O ALFRED EM FLORENÇA???? foi demais tudo isso pro meu coração, vsf, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
sábado, 21 de julho de 2012
Chernobyl
Breve resumo da """"história"""" do filme: um grupo de jovens americanos estão viajando pelo leste europeu, e aí decidem fazer um tour na cidade de Pripyat, onde os trabalhadores da usina de Chernobyl moravam. eles achavam que ninguém mais morava por ali, mas estavam enganados. não precisa dizer muita coisa depois disso né? premissa fraca, execução péssima. roteiro com mais furos que queijo bola... e as coisas que mais irritam no filme: direção no estilo "amadora", que não dá um pingo de emoção a história; as ações dos personagens, que são uma mais sem noção que a outra; e a atuação do elenco, que ao invés de causar suspense, faz o efeito ao contrário (SPOILER: com destaque pra garota que consegue ir "até o final", de tão ruim que ela é). é isso aí, mais um do gênero pra se jogar fora, vale nem a pena ficar falando muito sobre. nota: 1/10
quinta-feira, 19 de julho de 2012
On the Road - filme e livro
Primeiramente, sobre o livro: consigo entender perfeitamente porque se tornou tão consagrado e porque tanta gente realmente o acha maravilhoso - as várias estórias entrelaçadas de Kerouac, onde ele vai abordando junto com seus companheiros questões sobre existencialismo e o que é AQUILO que percorria nas veias no tempo deles, é realmente intrigante, e imagino que muita gente tira suas próprias conclusões sobre a vida a partir das 'teorias' do livro. mas, eu achei tudo muito massante. interessante, mas desgastante. o Dean é uma mala sem-alça sem precedentes, e há momentos em que o Sal vai na onda dele sem motivo algum, tudo o que ele diz é coisas como "eu realmente amava aquele santo" ou "a estrada chamava a mim e a Dean novamente". e levando em conta o quanto eles bebiam e fumavam, acho todas aquela conversa (até mesmo as questões do Carlo Marx) muito non-sense. sobra então as incontáveis prosas sobre o passado de TODOS os personagens, que eu achei realmente cansativo, a energia de toda aquela gente nos bares (a tal geração beat, que é realmente interessante) e o que mais me atraiu no livro: o modo como o Dean fala. ele é chato pra cacete, mas o jeito como ele enrola e como ele conduz a conversa é realmente incrível, hahahaha! e aí...
...sobre o filme: ruim. ruim, ruim, ruim. primeiramente, é uma adaptação ruim do livro. segundo: dentro do que o roteiro fez com a obra original, a direção consegue em no máximo uns 2 momentos entregar ao espectador o que é de verdade toda a 'vibe' beat. o elenco é bom, mas eu não consigo averiguar as performances deles sem comparar com os personagens originais do livro. o Garrett Hedlund não é o Dean nem aqui e nem na China, lol. os momentos onde ele começa a dançar descontrolado é o mais próximo que ele chega do personagem do livro, o resto é o que estava nesse péssimo roteiro mesmo, uma pena. Sam Riley mediano, assim como o próprio Sal parece ser em tudo no livro, mas nada demais. e aí tem os coadjuvantes né: gente, O QUE FIZERAM COM A TERRY??? SOCORRO. e a Jane? E O CARLO MAX GAY DAQUELE JEITO? enfim, vou nem falar muito sobre isso. mas desses todos, os melhores são:
Kristen Stweart (apesar daquela Marylou ridícula do filme), Elizabeth Moss (a melhor de todos do filme - participação curtíssima, mas rouba a cena quando aparece) e Steve Buscemi (ótima interpretação pro personagem do livro, realmente ótima). enfim, decepcionado é pouco com esse filme. nota: 3/10.
Primeiro post!
Oi você que está lendo esse texto! Depois de escrever muito sobre filmes em comunidades do orkut, resolvi criar esse blog. Não sei se vai fazer sucesso, mas, espero que dê certo. Comentem nas críticas/resenhas, por favor! :)
Assinar:
Comentários (Atom)
