quinta-feira, 19 de julho de 2012

On the Road - filme e livro



Primeiramente, sobre o livro: consigo entender perfeitamente porque se tornou tão consagrado e porque tanta gente realmente o acha maravilhoso - as várias estórias entrelaçadas de Kerouac, onde ele vai abordando junto com seus companheiros questões sobre existencialismo e o que é AQUILO que percorria nas veias no tempo deles, é realmente intrigante, e imagino que muita gente tira suas próprias conclusões sobre a vida a partir das 'teorias' do livro. mas, eu achei tudo muito massante. interessante, mas desgastante. o Dean é uma mala sem-alça sem precedentes, e há momentos em que o Sal vai na onda dele sem motivo algum, tudo o que ele diz é coisas como "eu realmente amava aquele santo" ou "a estrada chamava a mim e a Dean novamente". e levando em conta o quanto eles bebiam e fumavam, acho todas aquela conversa (até mesmo as questões do Carlo Marx) muito non-sense. sobra então as incontáveis prosas sobre o passado de TODOS os personagens, que eu achei realmente cansativo, a energia de toda aquela gente nos bares (a tal geração beat, que é realmente interessante) e o que mais me atraiu no livro: o modo como o Dean fala. ele é chato pra cacete, mas o jeito como ele enrola e como ele conduz a conversa é realmente incrível, hahahaha! e aí...


...sobre o filme: ruim. ruim, ruim, ruim. primeiramente, é uma adaptação ruim do livro. segundo: dentro do que o roteiro fez com a obra original, a direção consegue em no máximo uns 2 momentos entregar ao espectador o que é de verdade toda a 'vibe' beat. o elenco é bom, mas eu não consigo averiguar as performances deles sem comparar com os personagens originais do livro. o Garrett Hedlund não é o Dean nem aqui e nem na China, lol. os momentos onde ele começa a dançar descontrolado é o mais próximo que ele chega do personagem do livro, o resto é o que estava nesse péssimo roteiro mesmo, uma pena. Sam Riley mediano, assim como o próprio Sal parece ser em tudo no livro, mas nada demais. e aí tem os coadjuvantes né: gente, O QUE FIZERAM COM A TERRY??? SOCORRO. e a Jane? E O CARLO MAX GAY DAQUELE JEITO? enfim, vou nem falar muito sobre isso. mas desses todos, os melhores são: 


Kristen Stweart (apesar daquela Marylou ridícula do filme), Elizabeth Moss (a melhor de todos do filme - participação curtíssima, mas rouba a cena quando aparece) e Steve Buscemi (ótima interpretação pro personagem do livro, realmente ótima). enfim, decepcionado é pouco com esse filme. nota: 3/10.

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