"The Dark Knight Rises" é um show do começo ao fim. Não poderia haver uma forma mais épica e bem feita de Christopher Nolan encerrar sua trilogia. Não adianta ficar explicando a sinopse do filme, porque é tudo tão maior e tão inesperado em algumas vezes que isso acaba sendo indiferente - apenas vá e assista o filme (de preferência, assista os dois antecessores, 'Rises' é realmente uma continuação de ambos).
Numa direção que leva o espectador a um feeling alucinado dentro do cinema (o IMAX realça ainda mais isso - as cenas de luta são realmente alucinantes, dão um show de realidade dentro do cinema, junto com o som forte do filme e a trilha sonora não há 3D ou 4D que torne a experiência de ver um filme no cinema mais agradável que isso), Nolan consegue, ao mesmo tempo, captar as emoções de todos os seus personagens: de Tom Hardy, com aquela máscara/sei lá o que, a Juno Temple, que tem uma participação realmente curta. Ele consegue deixar todos e tudo de modo impecável mais uma vez, é simplesmente incrível. E tudo funciona a favor da câmera dele.
O roteiro excepcional consegue ligar todos os arcos da história. Talvez a entrada de Selina Kyle, John Blake e Miranda Tate pudesse ter deixado a história desse longa um pouco confusa ou algo assim, mas, felizmente, o efeito é contrário: eles e outros personagens servem para solucionar (ou atrapalhar de maneira genial) de vez os problemas de Gotham, e de maneira inesperadas em diversas vezes. Tudo que vimos em 'Begins' e 'Dark Knight' (é tudo mesmo) está solucionado aqui. O elenco é demais, sem dúvidas, mas entre toda a ação do filme, quem se destaca realmente é Michael Caine (duas cenas outstanding para ele), e ele merece ganhar todo o tipo de prêmio por sua atuação aqui, um mordomo mais fiel que Alfred ainda está para surgir. E em meio a essa atuação fantástica de Caine, há Anne Hathaway destruindo Michelle Pfeiffer e Halle Berry, numa Catwoman sensual, astuta ao extremo e surpreendente em todo momento (spoiler pequenininho: a cena inicial dela como empregada na mansão Wayne e com o colar da mãe do Bruce é apenas o começo do showcase de Hathaway).
Os efeitos visuais são outro espetáculo a parte, a equipe de Nolan consegue deixar eles tão reais como nunca se viu em outro filme. E essa versão ainda mais legal do Batpod? E o "The Bat"? É muito meio de transporte fantástico pra um filme só, senhor! A fotografia de Wally Pfister acompanha todos as explosões na cidade (nas pontes, pra ser mais específico) e todas as performances do elenco de maneira sincronizadíssima com Nolan (o dupla pra dar certo...), e fica tudo ainda mais bonito e grandioso de se ver.
A trilha sonora também merece ser comentada: como eu disse ali em cima sobre o IMAX, ela entoa o filme como deve ser exatamente feito: em tom grandioso, de urgência, de mobilização dos heróis de Gotham. E o som do filme (muito bem editado) não a atrapalhe de nenhuma maneira, pois ambos funcionam junto, construindo uma expectativa surreal no espectador. Enfim, tem muita coisa pra ser dita sobre "The Dark Knight Rises", mas também não quero escrever uma bíblia, rs. Mas é, facilmente, o melhor filme do ano até agora, e pra mim, ele deve ser visto junto com "Begins" e "Dark Knight" como uma jornada do Batman completa, sem distinções. Nota: 10/10
SPOILER GIGANTE QUE PRECISO COMENTAR:
COMO ASSIM A MIRANDA É DA LIGA DAS SOMBRAS???? COMO ASSIM AQUELA CRIANÇA ERA UMA MENINA????? MEU DEUS, QUE GENIAL!!!!!!!!!!!!!!!! E O JOHN É O ROBIN, SOCORROOOOOOOOOOOOOO! E NO FINAL O ALFRED EM FLORENÇA???? foi demais tudo isso pro meu coração, vsf, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!
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